• Enrique Coimbra

A semana nada convencional de um escritor freelancer nômade e minimalista | Enrique Nômade

Como organizar a semana no domingo – e trocar a quarta pelo sábado – fortaleceu minha saúde mental para eu fazer o que quiser.


Nesse artigo


  1. Não é todo dia….

  2. Qual o custo da liberdade?

  3. Já imaginou fazer tudo do seu jeito?

  4. A semana nada convencional de um escritor

  5. Por que organizar os próximos passos?

  6. Como saber se estou sendo efetivo?

  7. Aplicativos para gerenciar tarefas na semana

  8. Conclusão



Não é todo dia…


…que você vai cruzar com um escritor nômade e minimalista, mas hoje esse cara sou eu:


  • Sou eu que não passa mais que alguns meses no mesmo lugar;

  • Sou eu quem dorme num tapete de yoga por nem sempre ter cama;

  • E quem trabalha pela internet fazendo o que ama.


Não foi inconformismo que me levou a doar as coisas que eu tinha, nem a ter 95% de minha alimentação proveniente de vegetais para não depender de geladeira, de fogão, ou de cozinhas equipadas.


Também não foi rebeldia o que me fez sair das redes sociais para não me distrair com celular e me dedicar aos projetos que aprimorassem (e não sugassem) meu potencial.


Liberdade.

Era isso o que eu queria.



Qual o custo da liberdade?


Para fazer meus planos de liberdade darem certo, aceitei pagar os preços:


Primeiro, tive que abrir mão da ilusão de segurança gerada pelo mercado de trabalho tradicional (o que foi uma tarefa dificílima);


Segundo, teria que investir um bom tempo dessa liberdade para gerenciar a própria liberdade – criando, avaliando, e atualizando planos em áreas como a saúde, gerenciamento de tempo, efetividade, aprendizado, e manutenção da vida.


Não há líder.

Não há mentor ou guru.

Ninguém para dizer o que fazer.


Se você não fizer o que precisa ser feito, ninguém vai fazer por você.


Compromisso – esse é o verdadeiro custo da liberdade.



Já imaginou fazer tudo do seu jeito?


Eu já.


Queria que todos os meus dias fossem:


  • Leves, calmos e seguros;

  • Práticos, para que cuidar da saúde fosse fácil e prazeroso;

  • Produtivos e efetivos, que me aproximassem das minhas metas;

  • Organizados, para que houvesse o mínimo de controle de danos em relação ao acaso.


Depois de 300 mil anos, humanos do século XXI podem decidir como viverão o resto dos dias que têm sobrando no futuro breve.


Podem fazer o que quiserem.

De onde estiverem.


Por que não eu?



A semana nada convencional de um escritor freelancer, nômade e minimalista


Tranquilidade, tempo para aproveitar a existência, e máxima produtividade na realização de tarefas que têm o poder de mudar minha situação de vida e carreira para melhor: estes são os elementos para quais minhas semanas são otimizadas.


Sim, otimizei minhas semanas mudando como alguns dias se comportam.


No sistema tradicional, você trabalha de segunda a sexta por oito horas e vive nos tempos de sobra – que são raros e pouco aproveitados.


No sistema que uso para atender minhas necessidades (que não as mesmas que as do resto da sociedade), decidi que:


  • Meu fim de semana é na quarta;

  • E meu domingo é apenas “meio fim de semana” – com a outra metade do domingo servindo como um dia exclusivo para botar ordem na casa, nos arquivos digitais, e na aparência.


De segunda a terça


Segundas começam com um plano para a semana montado no domingo.


Segundas são meus dias de maior eficiência – produtividade que consigo esticar até terça, mas na quarta já começo a sentir a fadiga das tarefas diárias e perco um pouco do planejamento de vista.


É aí que quarta troca de lugar com sábado.


Quarta: o fim de semana


Em vez de forçar eficiência de segunda a sábado, sem extravasar estresse ou cansaço, trouxe meu fim de semana para o meio da semana: quarta virou sábado!


Trocar o sábado de lugar com a quarta também me mostrou como ser mais produtivo no home office na pandemia: quando saio na quarta, não há aglomeração. E locais que fecham aos finais de semana tradicionais por causa do protocolo de prevenção ao COVID, geralmente estão abertos às quartas.


Quartas são entediantes – ainda mais trancado no home office – mas se transformadas em sábados, deixam de ser entediantes para se tornarem dias “calmos” para curtir.


Acho genial o sábado dessa forma, contra a corrente.


Reservando o meio da semana para recarregar as energias e manter como única obrigação não pensar em trabalho, consigo voltar para a rotina na quinta como se ainda estivesse na terça.


Quinta a sábado


De quinta a sábado é pauleira nos trabalhos!


Morando sozinho posso ser mais produtivo no home office do que jamais pude ser quando morei em hostels, ou dividindo casa com cônjuges, amigos ou familiares:


  • Meus ambientes são à prova de distrações;

  • Tudo que preciso para trabalhar fica ao alcance das mãos;

  • E posso manipular meus horários e rotinas sem interrupções.


No sábado é quando tenho uma queda significativa de energia, mas a essa altura já fiz trabalhos pesados (fiz quando estava disposto, no início da semana).


Sobram coisas leves para fazer, como revisar o que foi criado na semana, ou responder mensagens de clientes, amigos e seguidores.


Domingo é um “Reset Sunday”


Nada melhor que um domingo para avaliar o que foi feito na semana, organizar próximos passos, e cuidar da mente, do corpo e do espaço habitado.


Aos domingos, do momento em que acordo até umas quatro da tarde, não faço nada por obrigação.


É quando pego sol na praia, leio tomando café na padaria, ou caminho sem destino por algumas horas.


Ao voltar para casa, sujo de areia e salgado, começo meus cuidados com higiene e aparência:


  • Faço sobrancelhas;

  • Aparo, lavo e hidrato cabelos;

  • Faço unhas dos pés e mãos.


Depois cuido do espaço:


  • Varro a casa;

  • Lavo roupas;

  • Limpo banheiro;

  • Passo pano na casa.


Após um banho, para fechar as obrigações do domingo, sento confortavelmente por uma hora e:


  • Limpo arquivos digitais dos dispositivos;

  • Faço backup de apps e arquivos importantes;

  • Respondo num diário “O que deu certo nesta semana?”

  • Escrevo num diário “O que posso fazer melhor na semana que vem?”

  • E uso o Google Agenda para montar o calendário da próxima semana.


Fiat lux¹.



Por que organizar os próximos passos?


Arrumar as coisas – da aparência para o espaço físico, e depois para o digital – gera tempo para refletir sobre os hábitos mantidos: a rotina funciona? Algo precisa mudar?


Analisar a semana que passou respondendo às perguntas no diário – ou no relatório do projeto – ajuda a identificar:


  • O que é preciso fazer mais e melhor;

  • E o que é preciso parar de fazer (ou fazer menos).


Com isso em mente, aos domingos preencho o calendário com 3 ações para concluir diariamente entre segunda e sábado – ações que precisam me aproximar da realização de metas maiores.


Se minha meta maior é publicar um livro nos próximos três meses, preciso definir como ação (ou objetivo) escrever diariamente por ao menos três horas, todos os dias da semana, para me aproximar da meta de publicar o livro no prazo.



Como saber se estou sendo efetivo, não apenas produtivo?


Organizar e-mails não é escrever um capítulo de livro.


Então organizar e-mails é produtivo, mas não é efetivo para a meta de publicar um livro.


Escrever um capítulo do livro é uma ação efetiva – sem capítulos não há livro para publicar.


Escrever qualquer pedaço de capítulo, então, é ser efetivo – em vez de apenas produtivo.


Se no domingo seguinte eu analisar a semana e notar que só escrevi por duas horas diárias – em vez de três – ficará óbvio que:


  • Precisarei diminuir expectativas em relação à velocidade que escrevo (e diminuir meu objetivo para duas horas diárias na semana seguinte);

  • Ou analisar a semana para ver o que pode estar “removendo” essa hora extra de efetividade do meu objetivo.


Com novos dados para aperfeiçoar minha eficiência, é só tentar de novo quando a segunda-feira chegar – e “resetar” no domingo.


E de novo. E outra vez.


Consistência é mais benéfico que excelência pontual.


Apps para gerenciar tempo e tarefas na semana


Quando se trata de gerenciar tempo e as tarefas que preciso concluir num projeto ou na semana, tento manter as coisas simples – de preferência num lugar só.


Baseado nessas preferências, meus sistemas mudam de tempos em tempos, e atualmente uso dois aplicativos em conjunto:


Microsoft To-Do


O Microsoft To-Do permite criar listas para anotar coisas que preciso fazer assim que elas surgem na mente – ou guardar ideias que precisarei organizar depois.


Tenho uma lista para cada projeto ou área da rotina, mas a lista principal é “Entrada” – é nesse “depósito do cérebro” que as tarefas e ideias vão se empilhando conforme penso nelas.


Não me importo com ordem nem organização, apenas anoto o pensamento na lista “Entrada” e sigo com minha vida.


Google Agenda


Quando estou certo que vou trabalhar numa ideia anotada no Microsoft To-Do, eu:


- Transformo a ideia num evento com hora e dia marcados no Google Agenda;

- E tento seguir a rotina dos eventos marcados durante a semana.


Assim não perco ideias, me organizo para testá-las – o que é importante – e quando minha motivação sofre danos, abro a agenda para saber qual é a ação de maior valor dentre as urgências.


Aí só preciso agir sem pensar demais 👌



Conclusão


Em algum momento das minhas viagens nômade alguém sempre pergunta se minha vida é fácil ou tranquila por eu ser escritor freelancer e fazer dinheiro na internet.


Respondo que tranquila é. Fácil não.

E depois do que leu, você deve concordar comigo.


É preciso exercitar disciplina para se manter na linha entre curtir sem pensar no amanhã, e pagar as contas antes do vencimento.


É fazer ou não fazer.

Se planejamento pode ajudar a ser mais eficiente enquanto produtivo, a relaxar nas horas certas, e a usar energia nos picos da força, por que não dedicar parte de um dia da semana só para limpar a bagunça do passado e planejar pelo presente?


De um adolescente deprimido, se forçando a pegar ônibus lotados para terminar a faculdade de Design Gráfico para se encaixar no mercado de trabalho tradicional, me planejei e agi para me tornar um adulto livre.


Adulto que antes só podia pagar pelo miojo, mas que hoje pode escolher qual dia da semana vai tratar como se fosse sábado.


Não foi preciso me tornar milionário (o que não sou) para fazer isso – foi preciso planejar.


Planejar para estar presente.

Planejar para ficar saudável.

Planejar para ser efetivo.

E planejar para ser feliz. ▪



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Resumo


  • Trabalhar como escritor freelancer sendo nômade e minimalista, faz com que planejamento seja fundamental para realizar metas de vida e carreira nos prazos;

  • Quartas se tornaram sábados e sábados se tornaram quartas: dessa forma a energia para trabalhar de maneira efetiva é alongada na semana;

  • Domingos são dias de limpeza, estética, e planejamento;

  • Ser efetivo é melhor que ser apenas produtivo;

  • No app Microsoft To-Do registro na lista “Entrada” todas as ideias e tarefas no momento em que penso nelas;

  • Aos domingos uso o Google Agenda para marcar datas para as tarefas anotadas no Microsoft To-Do a serem realizadas até o final da semana seguinte.


Notas


¹ “Fiat lux é um trecho de uma expressão em língua latina traduzida frequentemente como ‘faça-se luz’, remetendo à passagem bíblica da criação divina da luz descrita em Gênesis 1:3 (dixitque Deus fiat lux et facta est lux).” – Wikipedia


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